ff

Carazinho.Net - blog@carazinho.net
sábado, 9 de março de 2013
Rio Grande do Sul é lanterna em rodovias asfaltadas no Brasil

Apenas 7,2% das estradas gaúchas (estaduais, federais e vicinais) são pavimentadas
 
Qual é o Estado com menor percentual de estradas pavimentadas em relação à sua malha total? Não é Roraima, que tem o menor PIB do país. Nem a paupérrima Alagoas, com o mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O campeão em carência de asfalto, acredite, é o Rio Grande do Sul, a quarta unidade mais rica da federação.
 
Apenas 7,2% das rodovias gaúchas — estaduais, federais e vicinais — são pavimentadas. Isso é bem menos do que a média brasileira, de quase 13 quilômetros asfaltados em cada cem, conforme dados consolidados de 2012 do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Ou seja, os gaúchos figuram na lanterna em um país que já está longe de ser um exemplo. Pelo contrário. O percentual nacional de 13% coloca o Brasil em último lugar em pavimentação entre as 20 maiores economias do mundo.
 
A agonia das estradas gaúchas é fruto de uma série de fatores encadeados. Alguns são locais, como as finanças combalidas do Palácio Piratini. A incapacidade de encontrar um modelo para o capital privado ajudar na criação da infraestrutura necessária à impulsão do desenvolvimento e à queda nos acidentes também é uma das razões da herança cruel legada aos gaúchos.
 
Além do baixo investimento público nas últimas três décadas, as rodovias sofrem com a burocracia para tocar obras, o aumento da frota e o excesso de peso transportado dos caminhões, um problema agravado pela falta de fiscalização e que desemboca na deterioração das estradas, realimentando o círculo vicioso que faz cair a qualidade das rodovias existentes. O percentual de estradas avaliadas como ótimas em pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), por exemplo, era de 28,6% em 2010 e, em 2012, caiu para apenas 11%. As péssimas subiram de 1,3% para 2,4%.
 
E má qualidade pode acarretar mortes. O número de óbitos nas estradas cresceu 2,3% em 2012, na comparação com 2011, chegando a 2.083 vítimas fatais, contra 2.037 no ano anterior. Outro efeito colateral de rodovias ruins é o congestionamento constante nas rodovias com boas pavimentação e sinalização, como o trecho da BR-116 entre Canoas e o Vale do Sinos.
 
Entre todos os males relacionados às estradas, pelo menos a falta de dinheiro parece ter ficado para trás. O problema, agora, é conseguir aplicar os recursos, vencendo obstáculos burocráticos, questões ambientais e antropológicas e suspeitas de irregularidades nas obras. Acostumado à escassez, o Estado conseguiu R$ 2,6 bilhões para investir na construção e recuperação de rodovias até 2014, verba oriunda de financiamentos do BNDES e do Banco Mundial, mais recursos repassados pelo governo federal e do próprio orçamento do Estado. Mesmo assim, a construção e a recuperação das estradas não deslancha.
 
Uma reforma que virou símbolo dos entraves
 
Em busca dos fatores que levam os gaúchos a transitar em rodovias de Terceiro Mundo, Zero Hora identificou uma região do Estado onde se concentram as principais falhas. Na Serra, a reforma de 196 quilômetros de quatro trechos estratégicos é a síntese dos problemas que atingem grande parte da malha viária gaúcha. A obra, uma promessa de anos, já patinou por falta de dinheiro, processos judiciais, falta de fiscalização e, para culminar, surgiram agora irregularidades no edital da restauração dessas estradas.
 
A Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra) chegou a anunciar um investimento de R$ 140 milhões para quatro trechos: a ERS-122 (entre Ipê e a localidade de Samuel, na BR-116), a ERS-324 (entre Nova Araçá e Nova Prata), a RSC-470 (entre Nova Prata e Bento Gonçalves) e a RSC-453 (Rota do Sol, entre Caxias do Sul e Lajeado Grande). As obras deveriam começar em 4 de janeiro. Mas o Daer revogou o edital do Contrato de Restauração e Manutenção (o Crema/Serra, que abrangia os quatro trechos), elaborado na própria autarquia. A justificativa: auditores do Tribunal de Contas do Estado alertaram para "deficiências capazes de gerar prejuízo significativo ao Estado", conforme parecer emitido nos últimos dias de 2012.
 
Os entraves reaparecem nos investimentos da União no Estado. Os projetos de duplicação das BRs 386 e 116, por exemplo, seguem estacionados em dois trechos devido à presença de comunidades indígenas que se instalaram na beira das rodovias e precisam ser realocadas com mais recursos públicos para que as obras, finalmente, acelerem.
 
Fonte Zero Hora

Postado por WM Internet as 17:55 e tem 0 comentarios
0 Comments:

Postar um comentário

Voltar ao blog



Posts mais recentes Posts mais antigos

 
Google
 

 

Últimos Posts

Acidente deixa três pessoas feridas da ERS 153
Pedágio de Carazinho: governo do Estado perde brig...
As ruas da sua cidade são "caminháveis"?
Acidente deixa quatro pessoas feridas na ERS 324 -...
Mais de doze vítimas do incêndio em Santa Maria sã...
BR 285- Colisão deixa mulher gravemente ferida
Assaltante morre após confronto com BM em Não-Me-T...
Coqueiros do Sul: Vítima de assalto com refém é en...
Muito calor
Não-me-toquense se envolve em acidente na RS142

Arquivos

12/01/2010 - 01/01/2011 01/01/2011 - 02/01/2011 03/01/2011 - 04/01/2011 04/01/2011 - 05/01/2011 05/01/2011 - 06/01/2011 06/01/2011 - 07/01/2011 07/01/2011 - 08/01/2011 08/01/2011 - 09/01/2011 09/01/2011 - 10/01/2011 10/01/2011 - 11/01/2011 11/01/2011 - 12/01/2011 12/01/2011 - 01/01/2012 01/01/2012 - 02/01/2012 02/01/2012 - 03/01/2012 03/01/2012 - 04/01/2012 05/01/2012 - 06/01/2012 06/01/2012 - 07/01/2012 07/01/2012 - 08/01/2012 08/01/2012 - 09/01/2012 09/01/2012 - 10/01/2012 10/01/2012 - 11/01/2012 12/01/2012 - 01/01/2013 01/01/2013 - 02/01/2013 02/01/2013 - 03/01/2013 03/01/2013 - 04/01/2013 04/01/2013 - 05/01/2013 05/01/2013 - 06/01/2013 06/01/2013 - 07/01/2013 07/01/2013 - 08/01/2013 08/01/2013 - 09/01/2013 09/01/2013 - 10/01/2013 10/01/2013 - 11/01/2013 11/01/2013 - 12/01/2013 12/01/2013 - 01/01/2014 01/01/2014 - 02/01/2014 03/01/2014 - 04/01/2014 05/01/2014 - 06/01/2014 07/01/2014 - 08/01/2014 10/01/2014 - 11/01/2014 11/01/2014 - 12/01/2014 10/01/2015 - 11/01/2015 01/01/2016 - 02/01/2016

 

 

 

WM INTERNET